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In:

Sinais

Macapá, 05 de outubro de 2013.











Não entendo a ligação dos teus sinais
Formando triângulos no teu corpo
Seja em qual lugar for
Lá estarão eles em três
Em três para eu desenhar com o dedo
E rir sozinha disso

Em três para eu desenhar com o dedo
E me fazerem pensar que deve haver
Tem que ter
Alguma lógica neles

Talvez sejam
Uma mensagem
Uma mensagem subliminar
Talvez

Já contei uns seis
Mas cada vez 
Que te faço um carinho
Descubro outros tantos três

Esse mistério todo
Me concentra por horas
A tentar imaginar
O que esses lindos sinais
Querem me contar


Lívia Almeida

In:

Caminho

Macapá, 29 de agosto de 2013. 

 

 























Agora as migalhas foram recolhidas
Os pedaços estão colados
Minha bússola tornou a apontar o norte
Decifrei o mapa

Em novas terras
Me sinto livre pra viver o sonho
Antes distante
Agora latente

A porta se abriu
Entrei
Não é morada fixa ainda
Me considero visita
Mas cada minuto desta viagem
Vale 

Claro
Não é perfeito
Não é fácil
Mas eu escolhi
Feliz

Os fios podem continuar a se ligar
Os rasgos a se remendar
E o meu coração, de novo, a se curar

Lívia Almeida

In:

Desencontros

Macapá, 11 de junho de 2013. 


















Tenho te procurado, tentado te encontrar.
Já marquei encontros que não deram certo.
Esperei por ti mais de uma hora, 
em frente à escola que a gente estudava.

Te convidei pra sessão do clube.
Mesmo com a chuva atroz que caía lá fora,
minhas esperanças estavam de pé.
Mas, tu não chegou.

Já tenho outros convites pra te fazer
Mas, tá tudo tão longe
Não posso esperar mais
Quero te ver.
Todo santo dia.

Poder te ver falar
e ver como seu rosto fica enquanto fala.
Se gesticula muito.
Se franze a testa.
Se consegue olhar nos meus olhos
enquanto conta tuas histórias.

Pegar na tua mão e sentir seu calor
Ficar com teu perfume em mim
pra cheirar depois

Te ouvir afirmando o quanto é inquietante
uma sociedade acomodada.
O quanto a Globo manipula as pessoas.
Que as bandas que ouve são fodas.

Rir de alguma mania tua.
Sentir teu cabelo roçar meu pescoço
quando te abraçar.

E se a gente sentir que todo esse contato
faz bem.
Sentir que de repente esperamos o dia todo
só por isso.
Ganhar teu beijo valeria essa espera.
Ganhar teu beijo valeria os desencontros.


Lívia Almeida

In:

Presente

Macapá, 29 de maio de 2013.


Fred.

Quando conhecemos uma pessoa nunca sabemos de fato onde essa relação vai dar. Algumas rendem boas risadas, outras muito estresse, algumas têm validade curta, outras duram tanto tempo que chegamos a perder a conta. 

Fred é um desses amigos que me proporcionou gargalhadas gostosas, marcas de beliscões pelo corpo, confissões e a perda da conta do tanto de tempo que nos conhecemos. Hoje não somos tão presentes um na vida do outro, mas os dias em que fomos foram tão alegres que ao me recordar deles, ainda consigo sorrir  naturalmente, ao mesmo tempo em que sinto uma dorzinha de saudade aqui no peito.

As lembranças das sessões ouvindo Los Hermanos e conversando sobre dores e amores me mostram que fui feliz naquelas ocasiões e que ter um amigo tão presente naquele momento da minha vida foi importante. Muitas decisões que tomei, foram resultado de longos diálogos com Fred.

Hoje não temos mais tudo isso. Queria que tivéssemos mais oportunidades assim, mas mesmo quando marcamos de nos reencontrar, algo acontece e temos que adiar. Sinto falta de parar no tempo dentro de um quarto e esquecer as obrigações, as tristezas, as decepções e só ter que me preocupar com o próximo beliscão.

Pelas madrugadas, pelas tardes, pelas noites, pelos segredos que dividimos, Fred, desejo que meu presente à você seja mais um daqueles momentos e espero que ainda se contente com o meu abraço, pois o meu ainda cabe no seu.

Feliz Aniversário, pssOaa. S2


Lívia Almeida

In:

E aquele adeus não pude dar - Ao meu Cavaleiro

Macapá, 17 de abril de 2013.




Fazem 2 anos que tudo acabou, mas todos os dias te sinto presente, como se fosse uma espécie de laço que não se desfez por completo. Foi difícil terminar tudo, foi dolorido, mas aceito que acabou. Ainda assim, não deixo de imaginar como seria a minha vida e o quanto seria diferente se estivesses ao meu lado. Me ensinando coisas novas que só a convivencia diária nos traria e ao mesmo tempo, me permitindo lhe ensinar tudo o que sei, seria uma troca de aprendizado, seria um amadurecer lado a lado.

Todas as noites deitarias ao meu lado, eu cantaria para você dormir aquelas canções do Cazuza e do Camelo que serenam o coração. Quando o dia chegasse, te acordaria com um beijo e ficaria te admirando e pensando: "Obrigada, meu Deus pelo presente!". Quando quisesses ir, eu permitiria e quando quisesses voltar, também, estaria aqui de braços abertos, louca para te contar minhas novidades e curiosa para saber tudo o que vivestes.

Percebes como me faz falta? Talvez, se estivesses aqui eu seria uma pessoa melhor, mais feliz, mais plena, menos amarga, mais tolerante e mais forte. Tudo isso por amor a ti e pelo amor que me devotarias. Mas, agora não há "nós", somente "eu" e o que preciso fazer é acreditar que estejas onde estiver, estás bem, vivendo, aprendendo, crescendo e amando. Quem sabe um dia retornes, ainda que não seja para mim, mas ao menos estarás por perto e me deixará ver aquele sorriso que eu nunca vi.


Meu Cavaleiro, Te Amo.


"Não sei por que você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver

E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...


E eu!
Gostava tanto de você

Gostava tanto de você..."


- Tim Maia -



Lívia Almeida

In:

Leitura

Macapá, 02 de abril de 2013. 



 



Escrevo verdades sobre o que sinto por ti.
Nas páginas, as linhas apóiam palavras sinceras.
De dor e de saudade com a tua ausência.

Estas páginas sabem mais do que tu
Pois, quando escrevo, conto mais de mim.
Por culpa sua também
que me inibe com esse olhar
e me bloqueia a voz, o pensamento.
Que me emudece
E me impede de te confessar.

Se lêsses, entenderia
Que não é tão breve assim
Que é mais intenso do que imaginas
Mas, não cobra
Não julga.

Ao ler, não mais perguntaria
Se eu gosto
Se eu quero.

Sua dúvida extinguiria
Pois, que dúvida restaria
Ao saber de verdade
Que não te esqueço.
Que penso em ti todo dia?


Lívia Almeida

In:

Open your eyes

Macapá, 13 de março de 2013. 


Porque quando uma música diz exatamente o que a gente sente, não precisamos falar...





 Nos seus olhos

Nando Reis

Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê?

Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler?
Que eles ficam melhores
Quando eles me leêm

Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla

Sou sua mas não posso ser
Sou seu mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer

Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como o astro-rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver?
Seu rosto iluminado
A Lua de um além

Eu leio as suas asas,
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta

Sou seu mas eu não posso ser
Sou sua mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não
não me querer
De não me querer
não me querer
De não me querer 



*Falta 1 dia para 2 meses



Lívia Almeida